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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

George Soares faz agradecimento emocionado; veja

 


Do deputado estadual George Soares nas suas Redes Sociais:

“Vivo a mais profunda dedicação pelo Rio Grande do Norte (RN), e hoje, mais uma vez tomei posse na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) para continuar realizando os sonhos e fazendo meu querido Estado crescer. Como sou agradecido e apaixonado pelo meu trabalho. Representar o povo potiguar nesta casa me dá brilho nos olhos e uma alegria e imensa”.

E Continuou:

“Nos próximos quatro anos continuarei ativo e participativo de tudo aquilo que for para o bem do povo. À minha família eu agradeço por todo apoio e amor.

Toda minha gratidão aos meus amigos, prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças. A cada um de vocês que confiaram a mim o voto MUITO OBRIGADO”!

Que dia Feliz, meus amigos!

Marcos do Val diz que recebeu proposta golpista de Daniel Silveira, ao lado de Bolsonaro, e anuncia que renunciará ao mandato

 02/02/2023 09h39

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado.

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) anunciou em uma rede social, nesta quinta-feira (2), que pedirá afastamento do mandato. Ele foi eleito em 2018 e, com isso, tem mandato vigente até 2026.

Em conversa com a GloboNews, Marcos do Val afirmou que um dos fatores que levaram à decisão foi um diálogo presenciado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), logo após as eleições de outubro, em que o então deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) teria proposto uma ação golpista ao parlamentar.

Do Val afirma que a proposta envolvia não desmobilizar os acampamentos golpistas e, enquanto isso, gravar sem autorização alguma conversa que comprometesse o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.

“Eles me disseram: ‘Nós colocaríamos uma escuta em você e teria uma equipe para dar suporte, E você vai ter uma audiência com Alexandre de Moraes, e você conduz a conversa pra dizer que ele está ultrapassando as linhas da Constituição. E a gente impede o Lula de assumir, e Alexandre será preso'”, relatou Do Val ao g1.

O senador diz que a proposta foi verbalizada pelo então deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) – Bolsonaro estava na mesma reunião e indicou concordar com a ideia.

Marcos do Val diz que pediu para analisar a proposta e responder em um segundo momento.

E que, em seguida, relatou o caso ao próprio ministro Alexandre de Moraes. Ainda de acordo com o senador, Moraes ficou surpreso e considerou a proposta “um absurdo”.

O post em rede social

Na publicação, feita ainda na madrugada, Do Val cita problemas recentes de saúde e diz que vem sendo alvo de ofensas – o que tem sido “muito pesado para a minha família”, diz o parlamentar.

“Após quatro anos de dedicação exclusiva como senador pelo Espírito Santo, chegando a sofrer um princípio de infarto, venho através desta, comunicar a todos os capixabas a minha saída definitivamente da política”, afirma o post.

“Nos próximos dias, darei entrada no pedido de afastamento do senado e voltarei para a minha carreira nos EUA. Nada existe de grandioso sem paixão. Essa paixão não estou tendo mais em mim”, afirma em outro trecho.

A suplente de Marcos do Val no Senado é Rosana Foerst. Até 2021, o nome de Rosana constava como gerente de Benefícios e Transferência de Renda da Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social do Espírito Santo.

Discussão com MBL

Na quarta, após a reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para comandar o Senado pelos próximos dois anos, Marcos do Val discutiu em uma live com representantes do Movimento Brasil Livre.

O MBL, grupo político de direita, “acusava” Do Val de ter votado em Pacheco na disputa contra o senador Rogério Marinho (PL-RN) – ex-ministro de Jair Bolsonaro e considerado o “candidato do bolsonarismo” ao comando do Senado.

Marcos do Val abriu uma live no Instagram para refutar essas falas e incluiu, na transmissão, dois membros do MBL. Como resultado, o senador e os ativistas protagonizaram um bate-boca.

Por G1.

Morre a jornalista Glória Maria, ícone da TV

 02/02/2023 09h37

Foto: Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo/Arquivo

A jornalista Glória Maria morreu no Rio nesta quinta-feira (2). A causa da morte não foi informada.

Glória foi pioneira inúmeras vezes. Foi a primeira a entrar ao vivo no Jornal Nacional e inaugurou e era da alta definição da televisão brasileira. Mostrou mais de 100 países em suas reportagens e protagonizou momentos históricos.

“Eu sou uma pessoa movida pela curiosidade e pelo susto. Se eu parar pra pensar racionalmente, não faço nada. Tenho que perder a racionalidade pra ir, deixar a curiosidade e o medo me levarem, que aí eu faço qualquer coisa.”

Vida e carreira

Glória Maria Matta da Silva nasceu no Rio de Janeiro. Filha do alfaiate Cosme Braga da Silva e da dona de casa Edna Alves Matta, estudou em colégios públicos e sempre se destacou. “Aprendi inglês, francês, latim e vencia todos os concursos de redação da escola”, lembrou, ao Memória Globo.

Glória também chegou a conciliar os estudos na faculdade de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) com o emprego de telefonista da Embratel.

Em 1970, foi levada por uma amiga para ser radioescuta da Globo do Rio. Em uma época sem internet, era ouvindo as frequências da polícia que se descobria o que acontecia na cidade. Fazer uma ronda de telefone, ligando para batalhões e delegacias, também era tarefa de um radioescuta.

Na Globo, tornou-se repórter numa época em que os jornalistas ainda não apareciam no vídeo. A estreia como repórter foi em 1971, na cobertura do desabamento do Elevado Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro. “Quem me ensinou tudo, a segurar o microfone, a falar, foi o Orlando Moreira, o primeiro repórter cinematográfico com quem trabalhei”.

Glória Maria trabalhou no Jornal Hoje, no RJTV e no Bom Dia Rio — coube a ela a primeira reportagem do matinal local, há 40 anos, sobre a febre das corridas de rua.

No Jornal Nacional, foi a primeira repórter a aparecer ao vivo. Cobriu a posse de Jimmy Carter em Washington e, no Brasil, durante o período militar, entrevistou chefes de estado, como o ex-presidente João Baptista Figueiredo.

“Foi quando ele [João Figueiredo] fez aquele discurso ‘eu prendo e arrebento’ – para defender a abertura (1979). Na hora, o filme acabou e não tínhamos conseguido gravar. Aí eu pedi: ‘Presidente, é a TV Globo, o Jornal Nacional, será que o senhor poderia repetir? Problema seu, eu não vou repetir’, disse Figueiredo. Onde ela chegava, o ex-presidente dizia para a segurança: ‘Não deixa aquela neguinha chegar perto de mim’”, relembra.

Sucesso no Fantástico

A partir de 1986, a jornalista integrou a equipe do Fantástico, do qual foi apresentadora de 1998 a 2007. Ficou conhecida pelas matérias especiais e viagens a lugares exóticos, e por entrevistar celebridades como Michael Jackson, Harrison Ford, Nicole Kidman, Leonardo Di Caprio e Madonna.

Com a cantora, teve um encontro que ela define como especial. “Eu saí daqui, e diziam que a Madonna era difícil. Foi antipaticíssima com a Marília Gabriela e debochou do seu inglês”. Ao chegar, Glória Maria foi informada de que tinha quatro minutos para entrevistar Madonna.

A repórter conta que entrou em pânico. Mas, na hora, falou: “Olha, Madonna, eu tenho quatro minutos, vou errar no inglês, estou assustada, acho que já perdi os quatro minutos.” Para sua surpresa, a estrela virou-se para a equipe técnica e disse: “Dê a ela o tempo que ela precisar.”

Para o Fantástico, a jornalista viajou por mais de 100 países, passando pela Europa, África e parte do Oriente, quando mostrou um mundo novo ao telespectador.

Foi a repórter que entrou no ar ao vivo, na primeira matéria a cores do Jornal Nacional, em 1977, mostrando o movimento de saída de carros do Rio de Janeiro, em um fim de semana. Naquele dia, foram usados equipamentos portáteis de geração de imagens.

Na primeira cena, a lâmpada queimou e a repórter passou seu primeiro sufoco no ar.

“Eu estava dura, rígida, porque não podia errar. Era a primeira entrada ao vivo. Faltavam cinco, dez minutos, era o técnico que ficava com o fone para me dar o ‘vai’. Quando a lâmpada queimou, faltava um minuto para a entrada ao vivo. O jeito foi acender a luz da Veraneio (carro usado pela emissora nas reportagens).” O repórter cinematográfico e a repórter tiveram que ficar de joelhos, com o farol no rosto de Glória Maria, e a matéria entrou no ar.

A jornalista cobriu a guerra das Malvinas (1982), a invasão da embaixada brasileira do Peru por um grupo terrorista (1996), os Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e a Copa do Mundo na França (1998).

Primeira transmissão em HD

Em 2007, ao lado do repórter cinematográfico Lúcio Rodrigues, a jornalista realizou a primeira transmissão em HD da televisão brasileira. Foi uma reportagem no Fantástico sobre a festa do pequi, fruta de cor amarela adorada pelos índios Kamaiurás, no Alto Xingu.

Volta ao mundo no Globo Repórter

Após 10 anos no Fantástico, Glória Maria tirou dois anos de licença para se dedicar a projetos pessoais, como as viagens à Índia e à Nigéria, onde trabalhou como voluntária. Nesse período, adotou as meninas Maria e Laura e, ao retornar à Globo, em 2010, pediu para integrar a equipe do Globo Repórter, programa do qual faz parte até hoje.

Estreou com a matéria “Brunei Darussalam: A Morada da Paz”; um ano depois fez “Brunei, O País da Felicidade” – as duas matérias sobre o pequeno sultanato no Sudeste Asiático, na fronteira com a Malásia.

Em 2010, esteve no Grand Canyon, nos Estados Unidos, quando andou de balão e desceu de bote o Rio Colorado. No mesmo ano fez Duas Chinas, também para o Globo Repórter, e apresentou ainda o especial de Roberto Carlos na Praia de Copacabana.

Glória foi escolhida pelo Rei para a entrevista que concedeu em sua residência e na qual ele acabou cantando para ela. Em 2011, apresentou o show que o cantor fez em Jerusalém. Na ocasião, Roberto Carlos tirou a apresentadora para dançar.

Em 2012, a jornalista mostrou o Oásis da paz em Omã e fez um passeio com camelos pelo deserto. Logo depois, passou por Dubai.

A França foi um dos países visitados em 2013. Na ocasião, foram exibidas as belezas do Vale do Loire, Champagne e Provence. No mesmo ano, revelou a cultura e os costumes dos moradores do Vietnã, Laos e Camboja. Passou também por Myanmar, no sul da Ásia, onde fez reportagens sobre o misticismo na região.

As paisagens do Reino Unido, Suécia e Lapônia foram temas do Globo Repórter em 2014.

No ano seguinte, a jornalista mostrou as belezas de Marrocos, como a cidade azul, Marrakesh, os encantadores de serpente e a colheita do argan feita pelas cabras. Cruzou o deserto do Saara em um dromedário e mostrou a vida dos povos nômades.

Em 2016, visitou a Jamaica, onde teve a oportunidade de entrevistar o campeão mundial de atletismo Usain Bolt e participou dos rituais de uma comunidade rastafári.

Em 2017, Glória Maria foi à China e fez matérias em Hong Kong, onde cuidou de um panda gigante, e pulou do mais alto bungee-jump do mundo em Macau, com 233 metros de altura.

Em setembro de 2019, Sérgio Chapelin se aposentou, após 23 anos no Globo Repórter. A partir daquele mês, Glória Maria passou a dividir o programa com a jornalista Sandra Annenberg.

Por G1.

Esse governo não tem o direito de errar, diz Rodrigo Pacheco

 02/02/2023 09h17

Foto: Cristiano Mariz/O Globo

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi reeleito presidente da Casa nesta quarta-feira (1º) com 49 votos, contra 32 de Rogério Marinho (PL-RN).

Em entrevista exclusiva à CNN após a vitória no pleito, Pacheco disse o Brasil vive um momento de polarização, e que o atual governo não tem direito de errar.

“Temos que ser otimistas que as coisas irão melhorar. Mas é um momento difícil, e temos que reconciliar. Essa polarização é nítida. Isso impõe a nós a responsabilidade de pregar paz, de reconciliar, de ser eficaz nas ações. Esse governo não tem direito de errar.”

Pacheco disse que essa polarização política no Brasil, vivida nas eleições de 2022, influenciaram na votação que ocorreu no Senado.

“Não sei se houve um terceiro turno, mas que houve uma influência da polarização nacional da política e dos adeptos e simpatizantes dos líderes políticos nacionais, trazendo para o Senado essa divisão, de fato aconteceu. Até movido muito por redes sociais que eu nunca tinha visto em uma campanha de casa legislativa”.

Sobre a relação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pacheco disse que os votos dele não representam a base do governo, e que as votações na Casa dependerão das qualidades das propostas do governo.

“No Senado houve uma disputa com aliados do governo anterior. Não significa definitivamente base de governo, e o governo tem que trabalhar com as duas casas para que tenha uma base que possa votar projetos de lei. Esse é um trabalho que o governo tem que fazer e não pode depender da votação dos presidentes”.

CNN Brasil

Femurn contesta decisão que pode mudar cálculo do FPM de várias cidades do RN

 02/02/2023 07h47

Foto: Divulgação

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) emitiu nota se posicionando contra a ampliação de medida cautelar proferida pelo ministro Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, anulando os efeitos da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que em dezembro de 2022 havia acatado a divulgação preliminar do Censo do IBGE para efeito de cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) com base na população apurada até aquele mês, prejudicando 27 municípios potiguares que sofreram quedas no número de habitantes.

Ocorre que a decisão do ministro Lewandowski, no entendimento da Femurn, passa a prejudicar outros seis municípios do Estado que tiveram aumento populacional, que o permitiram a ter elevação de coeficiente de repartição do FPM.

“O pedido ocorrido pela decisão em vigor, causa grave insegurança jurídica e econômica, e neste momento e trabalha, em apoio às cidades atingidas, para reverter esse ponto específico em relação a elas. No Rio Grande do Norte, vale destacar que os municípios atingidos pela atual decisão são: Extremoz, Florânia, Jaçanã, São Gonçalo do Amarante, São José de Campestre, Tibau do Sul e Campo Grande”, diz a nota.

A Femurn declarou que está atuando em defesa de todos os municípios e ressalta que “a luta é para garantir que todos os nossos municípios tenham condições de oferecer a prestação de serviços adequada e necessária à população. Portanto, a aplicação da LC 165/2019 é fundamental para que nenhum município sofra redução ou impacto negativo em suas receitas.

A NOTA DA FEMURN

A Federação dos Municípios do RN – FEMURN, representando os municípios potiguares, reforça a necessidade de se respeitar a LC 165/2019, que garante a manutenção dos coeficientes relativos à distribuição do FPM utilizados no exercício de 2018, aos municípios que apresentem redução de seus coeficientes.

Tendo em vista que a Decisão Normativa do TCU não respeitou a referida Lei Complementar, que congela perdas até o novo Censo Demográfico, e já aplicou reduções sem concluir a contagem populacional, baseado apenas na prévia das estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a demanda foi alvo de ação judicial com pedido de suspensão da norma neste exercício de 2023, em respeito a LC 165/2019.

Ocorre que a suspensão, por medida cautelar, proferida pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos autos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 1.043, acabou, extra petita, atingindo, também e de forma injusta, os municípios que tiveram crescimento populacional e, portanto, aumento do FPM. Tal injustiça permanece sendo alvo de nossa intervenção e preocupação, pois a luta municipalista se dá em defesa de todos os nossos entes federados.

Desse modo, a Femrun se posiciona contra a ampliação do pedido ocorrido pela decisão em vigor, por causar grave insegurança jurídica e econômica, e neste momento e trabalha, em apoio às cidades atingidas, para reverter esse ponto específico em relação a elas. No Rio Grande do Norte, vale destacar que os municípios atingidos pela atual decisão são: Extremoz, Florânia, Jaçanã, São Gonçalo do Amarante, São José de Campestre, Tibau do Sul e Campo Grande.

A Femurn está atuando em defesa de todos e ressalta que nossa luta é para garantir que todos os nossos municípios tenham condições de oferecer a prestação de serviços adequada e necessária à população. Portanto, a aplicação da LC 165/2019 é fundamental para que nenhum município sofra redução ou impacto negativo em suas receitas.

Tribuna do Norte

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Rodrigo Pacheco é reeleito presidente do Senado; veja a apuração e momento do anúncio

Arthur Lira é reeleito presidente da Câmara

 


Arthur Lira (PP-AL) conquistou a reeleição para a Presidência da Câmara dos Deputados com 464 votos. A candidatura do parlamentar alagoano contou com apoio do presidente Lula (PT) e reuniu em um bloco formado por 21 dos 23 partidos que têm representação na Casa.

Compuseram o bloco o PT, do presidente Lula, e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Também formaram base para apoio a Lira o União Brasil, PP, MDB, PSD, Republicanos, PSDB, Cidadania, Podemos, PSC, PDT, PSB, Avante, Solidariedade, Pros, Patriota e PTB.

A vitória de Lira deixou para trás os candidatos deputado Marcel Van Hatten (Novo-RS) e o deputado Chico Alencar, que concorreu pela federação Psol-Rede.

Rodrigo Pacheco é reeleito presidente do Senado

 01/02/2023 19h25

Rodrigo Pacheco | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Rodrigo Pacheco é reeleito presidente do Senado. Pacheco venceu com 49 votos, contra 32 de Rogério Marinho.

Nesta quarta-feira (1) foram empossados os 27 senadores eleitos em outubro de 2022. Na sequência, houve a escolha dos demais membros da Mesa, responsável pelas funções administrativas do Parlamento e composta pelo presidente; dois vice-presidentes e quatro secretários com respectivos suplentes.

Rodrigo Pacheco(PSD-MG), atual presidente do Senado, defendendo sua reeleição disse que os atritos entre os Três Poderes podem ser resolvidos através do “poder de legislar”.

Pacheco disse ainda que a democracia deve unir os Três Poderes. “Devemos cumprir nosso papel de solucionar os problemas através do poder de legislar.”

Rodrigo Pacheco foi o candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2021, quando foi eleito. Atualmente, porém, tem demonstrado mais proximidade com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A composição da mesa 

Os integrantes da Mesa são eleitos para um mandato de dois anos. A votação para a presidência é secreta, por meio de cédulas de papel e vence aquele que receber 41 votos ou mais.

São 81 cédulas, rubricadas, previamente pelo presidente da reunião preparatória e por outro senador designado por eles.

Após a votação, o presidente eleito toma posse e convoca a terceira reunião preparatória, para a escolha dos outros integrantes da Mesa.

Desistência 

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) retirou sua candidatura à presidência do Senado nesta 4ª feira e declarou apoio a Rogério Marinho (PL-RN) na disputa contra o atual presidente, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Girão correu por fora na disputa,mas não conseguiu elevar os apoios ao seu nome. Com uniu-se à candidatura de Rogério Marinho, reconhecendo que ele tinha mais chances de garantir a alternância de poder. 

Governo volta atrás e tira sigilo de lista de convidados de festa da posse

 01/02/2023 19h23

 

Reprodução/Folha

Após a repercussão negativa do sigilo da lista de convidados da festa de posse do presidente Lula (PT), o governo voltou atrás e liberou as informações.

A relação, que tem mais de 3.500 nomes, foi enviada ao UOL pelo Ministério das Relações Exteriores. Confira o documento: https://download.uol.com.br/files/2023/02/2751142419_convidados-recepcao-posse.pdf

Na semana passada, a coluna Radar, da revista Veja, solicitou os nomes dos participantes do coquetel oferecido no Itamaraty no dia da posse via LAI (Lei de Acesso à Informação). O governo, porém, colocou sigilo de até cinco anos sobre a informação, alegando que o evento tinha “caráter reservado” e que a divulgação poderia “prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as relações internacionais” do país.

O governo Lula foi criticado pela decisão, já que repreendeu seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), várias vezes pela imposição de sigilo a informações do governo federal. “É uma clara contradição do discurso do presidente em relação ao que criticava e ao discurso de posse em que ele defendeu que a transparência seja cumprida”, disse Marina Atoji, diretora da ONG Transparência Brasil.

O Ministério das Relações Exteriores indicou que os gastos com a posse são públicos e podem ser encontrados nos sites Portal da Transparência e no Portal de Compras do Governo Federal.

A Secretaria-Geral da Presidência informou em um pedido via LAI do jornal O Globo que a posse custou R$ 627,9 mil. O valor, porém, não foi detalhado.

Folha de São Paulo

‘Eu e o presidente Lula somos sócios’, diz Tarcísio de Freitas, governador de SP e ex-ministro de Bolsonaro

 01/02/2023 19h17

Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que agora ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são “sócios”. Em evento na capital paulista, o ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) afirmou que terá uma relação “republicana” com o governo federal e que, apesar de ser de um campo político diferente do de Lula, não torce para o governo dar errado.

— Eu e o presidente Lula somos sócios. A gente vai ter que torcer e trabalhar para que o Brasil vá bem — disse o governador de São Paulo.

Segundo Tarcísio, não há como São Paulo “ir bem” se o Brasil vai mal. E nem o contrário.

— Eu sou de um campo político diferente do atual presidente, a gente pensa absolutamente diferente. Sou de outro lado, sou de outro campo, sou um cara liberal, mas eu não torço para o Brasil dar errado. E quando o pessoal fala assim: Tarcísio, qual vai ser a sua relação com o governo federal? Simples, republicana — completou o governador.

Tarcísio tem mantido um contato direto e frequente com Lula. Ele já esteve em Brasília reunido com o presidente em duas ocasiões: após os atos terroristas de 8 de janeiro e no último dia 11, para discutir a privatização do do Porto de Santos. O governo federal é contrário à medida, mas Tarcísio tem insistido, apesar de seus próprios aliados considerarem quase impossível que Lula ou Márcio França (PSB), ministro de Portos e Aeroportos, mudem de opinião.

—Estou lá eu trabalhando, porque sou brasileiro e não desisto nunca, para convencer o governo que a gente tem que fazer a privatização do Porto de Santos. Está pronto. Vai ser um espetáculo —disse Tarcísio, que chamou a privatização de “renascimento da Baixada Santista”.

O governador falou ainda em aliar a questão porto-indústria, fazer um regime de incentivo, aproveitar todas as áreas ociosas de Cubatão e transformar o porto de santos no maior hub de contêiner da América Latina.

— Estou falando de emprego na área do turismo, do comércio exterior, é transformador. E vamos jogar esse projeto para baixo do tapete por uma questão ideológica? — questionou o governador, falando à plateia que é preciso “pautar para não ser pautado”.

No evento, Tarcísio disse que vai fazer um “alívio tributário” paulatino à medida em que as contas do estado suportarem. Segundo ele, o governo não pretende aumentar impostos.

— Mesmo que caia a essencialidade, o estado de São Paulo deve manter a alíquota. Estamos percebendo que as contas estão suportando — declarou o governador, dizendo que vai reduzir despesas na máquina pública. — Há uma pulverização de recursos do orçamento em uma série de programinhas que recebem um pouquinho de recurso e não vão ter efetividade nenhuma. Vamos diminuir a quantidade de programas, vamos condensar programas.

Tarcísio ainda afirmou que vai acabar com “vários organismos no governo” que não fazem nada e são “cabides de emprego”.

Outra aposta do governo será na área ferroviária e hidroviária.

— Vamos procurar despertar aqui duas vocações de São Paulo que estão adormecidas. O estado de São Paulo cresceu às margens das linhas dos trens. E os trens pararam de operar. A gente tem que trazer os trens de volta. E segundo: aproveitar o potencial hidroviário, que a gente não está aproveitando e com alguns investimentos simples a gente passa a usar muito a capacidade hidroviária que nós temos que hoje está adormecida, por exemplo, da hidrovia do Tietê.

O Globo