
Nesta terça-feira (24), a Câmara Municipal do Natal realizou uma audiência pública para discutir o preço dos combustíveis na capital potiguar. O debate foi proposto pelo vereador Kleber Fernandes (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, e acontece em um momento de forte atenção ao tema, diante das constantes variações de preços e da necessidade de maior transparência na composição dos valores praticados pelos postos. O encontro reuniu representantes de órgãos fiscalizadores e entidades do setor como Procon Natal, Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público (MPRN), Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (Ipem-RN) e o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipostos/RN).
“O consumidor tem sido surpreendido, praticamente, semanalmente com constantes aumentos nos preços dos combustíveis. Isso interfere diretamente na vida do consumidor que usa o seu veículo e em toda a cadeia de fornecimento de produtos e serviços, inclusive no preço da alimentação, ou seja, do feijão e do arroz que chega na mesa do cidadão natalense. Então, há muitos relatos de abusos na composição desses preços e, diante disso, este Poder Legislativo tem o dever e a responsabilidade de ser um espaço de debate e escuta”, defendeu o vereador Kleber Fernandes.
De acordo com Maxwell Flor, presidente do Sindipostos/RN, a refinaria Clara Camarão, entre fevereiro e março, promoveu um reajuste de R$ 1,31, sendo que a pesquisa que a ANP fez no mesmo período detectou um aumento nos postos de R$ 0,96, inferior ao que a refinaria passou. “Já o etanol, atrelado à gasolina, está com preços mais altos devido a estoques limitados das usinas devido à entressafra. O aumento da mistura de etanol na gasolina de 27% para 30% também impacta a oferta do etanol hidratado”, disse ele, que completou: “Uma solução para reduzir o preço seria a redução de impostos, como foi feito em 2022 durante a guerra Rússia-Ucrânia, mas as medidas atuais do governo, apenas no diesel e com impostos federais, tiveram pouco impacto”.
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Foto: Reprodução/Novo Notícias
