O prefeito de Galinhos, Hudson Matias, recebeu a visita do governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), em um encontro que chamou a atenção no cenário político da região.
A visita contou também com a presença de outras personalidades, entre elas Rodrigo Rafael, assessor parlamentar do deputado estadual reeleito Ezequiel Ferreira de Souza.
O encontro ganha significado político por reunir representantes de diferentes espaços de articulação, aproximando a gestão municipal do futuro governo estadual e de lideranças com atuação na Assembleia Legislativa.
Nos bastidores, a visita pode ser interpretada como um sinal de diálogo e aproximação política, especialmente diante das expectativas de novas parcerias administrativas para Galinhos.
Afinal, passada a eleição, começa uma nova etapa: a das conversas, articulações e construção de alianças para os próximos quatro anos.
Lula confirmou presença na cúpula do G20, em Miami, nos Estados Unidos, nos dias 14 e 15 de dezembro. Será a primeira ocasião em que o petista participará de um evento com Donald Trump desde a eleição brasileira.
Trump ainda não reconheceu oficialmente a vitória de Lula nem o parabenizou. O republicano também autorizou a entrada de Flávio nos Estados Unidos um dia depois da derrota eleitoral do senador. Na última quinta-feira (29), porém, afirmou que conversará com Lula sobre o processo eleitoral brasileiro, embora tenha voltado a questionar a votação.
Além do G20, Lula confirmou viagens à Turquia, às Filipinas e ao Uruguai. A programação começa em 11 e 12 de novembro, com a COP31, em Antália, e segue para a cúpula da Asean, em Manila, nos dias 14 e 15. Nas Filipinas, o presidente também fará uma visita de Estado, com previsão de assinatura de acordos bilaterais. Em dezembro, participará da reunião do Mercosul, em Montevidéu, nos dias 4 e 5.
A cúpula do Mercosul poderá proporcionar um encontro entre Lula e o presidente argentino, Javier Milei, que não compareceu à reunião anterior do bloco. A relação entre os dois países atravessa um período de tensão, agravado pelas críticas de Milei ao governo petista e pela decisão argentina de não reconhecer publicamente a vitória de Lula.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que não tem planos de se encontrar com o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) em solo norte-americano. A declaração foi dada a jornalistas no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida.
Apesar de descartar a reunião, Trump prestou apoio ao parlamentar e voltou a contestar o resultado das urnas no Brasil. “Sem planos de encontrá-lo. Mas acho que ele foi tratado muito mal, muito injustamente. Ele pode ficar aqui o tempo que quiser. A eleição foi uma desgraça”, declarou em entrevista ao pool de imprensa.
Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos na quarta-feira (28), após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.
Governo norte-americano nega apoio na saída do Brasil
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que a administração americana tenha articulado ou facilitado a saída do senador do território brasileiro, embora tenha confirmado a permissão de ingresso no país.
“Nós não facilitamos nada. Quer dizer, soubemos que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. E o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. E nós permitimos. Mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do país”, explicou Rubio.
O secretário esclareceu ainda que Flávio Bolsonaro recebeu autorização de entrada sob o regime de parole (liberdade condicional administrativa), por determinação de Trump ao setor alfandegário.
Apesar das críticas ao processo eleitoral brasileiro, Trump não chancelou a declaração divulgada por Flávio em carta recente, na qual o parlamentar autodenominou-se presidente eleito.
O deputado federal André Janones (Rede-MG) usou as redes sociais neste sábado (31) para rebater os debates no campo progressista sobre a autoria e a relevância das contribuições para o resultado da eleição presidencial. Responsável pela mobilização do canal “Exército do Lula”, o parlamentar classificou as disputas de ego como fora de contexto diante do cenário político no Congresso Nacional.
“A extrema direita viva, com uma maioria esmagadora no Congresso, e nosso campo tá aqui discutindo quem foi mais importante pra vitória do Lula, quem foi mais decisivo! A vaidade é uma merda mesmo”, publicou o deputado no X (antigo Twitter).
Em sua manifestação, Janones apontou que a prioridade deveria ser a articulação política contra a forte presença da oposição no Legislativo, e não a atribuição de créditos pelo resultado das urnas.
“Tem gente que parece não ter a MÍNIMA noção do que tá em jogo no país! Não à toa a gente viu o maior líder da história desse país ter que contar votos pra ganhar”, completou o parlamentar.
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma ampla reformulação da Esplanada dos Ministérios para o quarto mandato, com mudanças que podem atingir todas as pastas.
A nova composição deverá acomodar aliados que não conseguiram se eleger, nomes que ganharam destaque na campanha e partidos do Centrão, em busca de maior apoio no Congresso Nacional.
As articulações ainda estão em fase inicial. Segundo o R7, Lula pretende conciliar a presença de aliados próximos com a formação de uma base parlamentar mais ampla para o próximo mandato.
A reorganização também poderá envolver a troca de ministros entre ministérios. Entre os nomes cotados estão Camilo Santana e Fernando Haddad para a Casa Civil, enquanto o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, aparece como possibilidade para comandar a Fazenda. Guilherme Boulos, atualmente na Secretaria-Geral da Presidência, é citado para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
A negociação com partidos de centro será um dos principais desafios. MDB, PSD, PP e Republicanos já ocupam espaços no governo, mas parte dessas legendas apoiou Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. Lula deverá discutir a permanência e a ampliação da participação desses partidos, levando em conta o compromisso de apoio às pautas do governo no Legislativo.
A reforma também poderá abrir espaço para ex-ministros derrotados nas urnas, como Fernando Haddad, Renan Filho, Simone Tebet, Marina Silva e Gleisi Hoffmann. Outros nomes que participaram da campanha de reeleição também são considerados para a nova equipe.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, nesta quarta-feira (28), sessão solene em homenagem ao Dia do Servidor Público, celebrado nacionalmente na mesma data. A solenidade reconheceu a contribuição de 24 profissionais indicados pelos deputados estaduais, destacando o papel dos servidores no funcionamento das instituições e na prestação de serviços à população.
Durante o pronunciamento, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, ressaltou que a atuação dos servidores é essencial para a continuidade dos serviços públicos e para a concretização dos direitos dos cidadãos. “Uma Assembleia não se faz apenas de deputados, discursos e votações. Faz-se também das mãos que organizam, mentes que planejam e servidores que trabalham. Por trás de cada sessão, dos projetos e das leis aprovadas existe o trabalho de uma equipe que reúne diferentes experiências, competências e histórias de vida”, afirmou.
Ezequiel Ferreira também destacou a importância de reconhecer o trabalho realizado diariamente pelos profissionais, tanto nas atividades de atendimento ao público quanto nas funções administrativas que dão suporte às instituições. Para o presidente, a valorização dos servidores passa por qualificação, melhores condições de trabalho e reconhecimento de suas trajetórias.
Falando em nome dos homenageados, a médica e servidora Almira Gabriela de Araújo Dantas destacou o papel dos profissionais na construção do bem comum e no funcionamento das instituições públicas. Em sua fala, ressaltou: “O servidor vai além da imagem burocrática, representando uma força que move o país por meio do conhecimento, da capacidade profissional e do compromisso que ultrapassa os interesses individuais”. Para ela, o serviço público é uma das formas concretas de promover o bem comum.
Homenageados Almira Gabriela de Araújo Dantas Ana Maria de Medeiros Carlos Alberto Severo Claúdia Angelica Mendes Pires Diego Gonçalves Gomes da Silva Élida Maria Fernandes Fernanda Rafaelle Benevides de Sousa Flávio Fernandes do Nascimento Francisco das Chagas Eufrásio Vieira de Melo Jailma Mendonça da Silva Jezairon Gregório Antunes José Alexandre Valcácio José Maria da Costa Júnior José Wesley da Silva Vasconcelos Kelly Cristina Veras Dias Lúcia Mara Fernandes de Araújo Luiz Felipe de Oliveira França Manoel Alderi de Lima Júnior Maria Goretti Dantas Gurgel Barros Mariane Macedo Matos Santos Matheus Abdon Meirelles Obadias Veríssimo da Silva Pedro Barbosa Cascudo Rodrigues Rosângela Guedes da Silva
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31) que o governo norte-americano tenha ajudado Flávio Bolsonaro (PL) a deixar o Brasil após a derrota nas eleições presidenciais.
“Nós não facilitamos nada. Quer dizer, soubemos que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. E o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. E nós permitimos. Mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do país. Pelo menos o governo dos EUA não estava envolvido diretamente em qualquer um dos movimentos que foram feitos”, declarou.
O secretário também disse que Trump havia garantido a Flávio uma autorização especial de entrada, chamada parole, caso ele chegasse a um posto de imigração dos EUA.
A declaração foi dada após Jason Miller, funcionário da área de comunicação da Casa Branca, admitir que organizou o jato particular utilizado pelo senador para chegar ao território norte-americano.
Flávio deixou o Brasil dois dias após o resultado do segundo turno. Na segunda-feira (26), visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e foi informado de que a Polícia Federal o aguardava para comunicar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o recolhimento de seus passaportes.
O PT do Rio Grande do Norte é uma potência, sobretudo nos pequenos municípios. Sobram votos que, quando somados, fazem frente a Natal, Mossoró e Parnamirim, a ponto de elegerem sucessivos governadores mesmo em disputas apertadas como a de domingo.
Se o presidente Lula sobra no Estado, e Fátima e Cadu foram eleitos com a força da união dos pequenos municípios, por que o PT elege tão poucos prefeitos?
Pois é.
Em 2020, o PT elegeu apenas três prefeitos. Em 2024, esse número subiu para sete. Isso contrasta com o fato de o PT ter vencido sete das últimas oito eleições presidenciais, com votações consagradoras para Lula no Estado. Entre 2002 e 2026, só em 2010 o governador eleito (ou governadora) não teve o apoio de Lula.
Falta de quadros? Emendas? Cabe ao comando estadual do partido se debruçar no próximo semestre para entender o que acontece e se preparar para as eleições de 2028.
Aliados da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet levaram seu nome ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como opção para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Até o fim de seu mandato, o chefe do Executivo terá a prerrogativa de indicar três magistrados para a Corte: além do assento vago com a aposentadoria do ex-ministro Luís Roberto Barroso, novas duas vagas serão abertas com as aposentadorias compulsórias de Luiz Fux e Cármen Lúcia.
Segundo interlocutores do Planalto, Lula já decidiu que reservará ao menos uma das indicações a uma mulher, restando definir a qual das vagas ela será destinada. Mestre em Direito pela PUC-SP, ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ex-professora universitária, Tebet aproximou-se do presidente ao apoiá-lo no segundo turno das eleições de 2022. Recentemente, disputou uma vaga ao Senado por São Paulo, mas não se elegeu. Além de seu nome, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira também é cotada para integrar a Corte.
O cenário de escolhas ocorre após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada por Barroso. Apesar da recusa parlamentar, o presidente sinalizou a intenção de reapresentar o nome de Messias à apreciação da Casa.
Outro cotado para compor a lista de indicados é o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco. A escolha de Pacheco conta com a articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e tem o respaldo de integrantes do próprio STF.
Com informações da coluna de Mônica Bergamo/Estadão
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, combinaram agendar uma reunião para discutir a agenda bilateral entre os dois países. A conversa ocorreu nesta sexta-feira (30), durante um coquetel da cúpula de chanceleres do G20, nos Estados Unidos.
Segundo interlocutores do Itamaraty, o encontro foi breve e não abordou temas específicos. A nova reunião deverá ocorrer antes da cúpula de chefes de Estado do G20, prevista para dezembro, mas ainda não tem data definida.
A aproximação acontece em meio a um novo momento de tensão entre Brasília e Washington. O presidente Donald Trump ainda não reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. Além disso, um funcionário da Casa Branca teria ajudado o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo petista, a deixar o Brasil em direção aos Estados Unidos.
Flávio chegou a Miami na quarta-feira (28), após sair do país pela fronteira com a Argentina em um voo privado. A viagem ocorreu apesar de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a apreensão de seus passaportes e o proibiu de deixar o Brasil. A medida atendeu a um pedido da Polícia Federal, que apontou risco de fuga no contexto de investigações sobre suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.