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domingo, 1 de novembro de 2026

Reforma ministerial de Lula deve acomodar aliados derrotados e ampliar negociação com o Centrão

 

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma ampla reformulação da Esplanada dos Ministérios para o quarto mandato, com mudanças que podem atingir todas as pastas.

A nova composição deverá acomodar aliados que não conseguiram se eleger, nomes que ganharam destaque na campanha e partidos do Centrão, em busca de maior apoio no Congresso Nacional.

As articulações ainda estão em fase inicial. Segundo o R7, Lula pretende conciliar a presença de aliados próximos com a formação de uma base parlamentar mais ampla para o próximo mandato.

A reorganização também poderá envolver a troca de ministros entre ministérios. Entre os nomes cotados estão Camilo Santana e Fernando Haddad para a Casa Civil, enquanto o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, aparece como possibilidade para comandar a Fazenda. Guilherme Boulos, atualmente na Secretaria-Geral da Presidência, é citado para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

A negociação com partidos de centro será um dos principais desafios. MDB, PSD, PP e Republicanos já ocupam espaços no governo, mas parte dessas legendas apoiou Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. Lula deverá discutir a permanência e a ampliação da participação desses partidos, levando em conta o compromisso de apoio às pautas do governo no Legislativo.

A reforma também poderá abrir espaço para ex-ministros derrotados nas urnas, como Fernando Haddad, Renan Filho, Simone Tebet, Marina Silva e Gleisi Hoffmann. Outros nomes que participaram da campanha de reeleição também são considerados para a nova equipe.

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