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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Agregado de sete pesquisas aponta PL e federação do PT com três vagas cada para deputado federal no RN

 

Esses seriam os oito eleitos (fotomontagem: Blog do Barreto)

Um agregado de sete pesquisas eleitorais realizadas no Rio Grande do Norte aponta PL e Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB) com três cadeiras cada na disputa para deputado federal. A Federação União Progressista (PP/União Brasil) ficaria com as outras duas vagas da bancada potiguar na Câmara dos Deputados.

A projeção considera os levantamentos dos institutos Metadata, Seta, Consult, DataVero, ITEM, Perfil e Mensury. Esses foram os institutos em que a lista completa de candidatos foi disponibilizada para os veículos de comunicação.

Diferentemente de uma simples média dos percentuais publicados, os dados foram normalizados individualmente para reduzir a distorção provocada pelas grandes diferenças no número de eleitores indecisos entre as pesquisas.

Pelo cenário, seriam eleitos Natália Bonavides (PT), Thabatta Pimenta (PV), Dr. Bernardo (PV), Nina Souza (PL), Sargento Gonçalves (PL), Cabo Deyvison (PL), Benes Leocádio (União Brasil) e Robinson Faria (PP).

A estimativa de votação está assim:

Pos.CandidatoMédia brutaMédia normalizadaVotos estimados
1Nina Souza3,82%10,30%192.061
2Natália Bonavides3,51%10,00%186.527
3Benes Leocádio2,70%6,77%126.178
4Thabatta Pimenta2,31%6,25%116.524
5Robinson Faria2,08%5,73%106.778
6General Girão2,34%5,69%106.080
7João Maia2,37%5,67%105.709
8Dr. Bernardo2,15%5,21%97.165
9Sargento Gonçalves1,99%5,17%96.459
10Cabo Deyvison1,78%5,13%95.663
11Juninho Saia Rodada1,71%4,51%84.097
12Fernando Mineiro1,45%3,61%67.402
13Odon Júnior1,17%2,88%53.617
14Carla Dickson1,08%2,81%52.320
15Coronel Brilhante0,95%1,99%37.056

PL lidera soma das nominatas

A normalização foi feita retirando de cada levantamento os eleitores indecisos, votos brancos e nulos e citações a nomes que não correspondem a candidatos registrados para deputado federal. Os percentuais restantes foram recalculados sobre o universo de intenções válidas identificáveis.

Na comparação entre as três nominatas mais competitivas, o PL aparece na liderança, com cerca de 41,6%, seguido pela Federação Brasil da Esperança, com 37,5%, e pela União Progressista, com 20,9%.

A vantagem do PL está na profundidade da nominata. Embora Natália Bonavides seja, com folga, o nome individualmente mais forte do agregado, os liberais possuem vários candidatos aparecendo com desempenho competitivo nas sete pesquisas.

Dentro do PL, a normalização coloca Nina Souza na primeira posição, seguida por Sargento Gonçalves e Cabo Deyvison. Os três ocupariam as vagas projetadas para o partido.

Na sequência aparecem General Girão e Juninho Saia Rodada, praticamente empatados e ainda com possibilidade de entrar caso o PL conquiste uma quarta cadeira.

Natália lidera Federação Brasil; Bernardo ficaria com terceira vaga

Na Federação Brasil da Esperança, Natália Bonavides apresenta o maior índice normalizado de todo o levantamento. Ela é seguida por Thabatta Pimenta.

A terceira cadeira ficaria atualmente com Dr. Bernardo, que abriu vantagem no agregado sobre Fernando Mineiro e Odon Júnior.

A projeção da federação seria, portanto, de uma bancada formada por Natália, Thabatta e Bernardo.

Mineiro e Odon aparecem praticamente empatados na disputa pela quarta posição da federação e seriam os principais beneficiados caso PT, PV e PCdoB consigam conquistar uma quarta cadeira.

Benes e Robinson ficam com vagas da União Progressista

Uma das disputas mais interessantes ocorre na Federação União Progressista.

A normalização das sete pesquisas coloca Benes Leocádio na primeira posição interna. Robinson Faria aparece em segundo e João Maia em terceiro.

Com duas cadeiras projetadas para a federação, seriam eleitos Benes e Robinson, enquanto João Maia ficaria como primeiro suplente.

O resultado difere do observado na média simples dos percentuais das pesquisas, em que João Maia aparecia à frente de Robinson.

A explicação está principalmente nas diferenças entre os índices de indecisos dos levantamentos. João Maia teve desempenho especialmente forte na pesquisa ITEM. Quando cada pesquisa é normalizada antes da realização da média, o peso desse resultado diminui e Robinson passa à frente.

Veja a bancada projetada

CandidatoPartidoNominata
Natália BonavidesPTFederação Brasil
Thabatta PimentaPVFederação Brasil
Dr. BernardoPVFederação Brasil
Nina SouzaPLPL
Sargento GonçalvesPLPL
Cabo DeyvisonPLPL
Benes LeocádioUnião BrasilUnião Progressista
Robinson FariaPPUnião Progressista

A divisão das oito cadeiras seria:

PL: 3
Federação Brasil: 3
União Progressista: 2

Última cadeira está no limite entre União Progressista e PL

Apesar da estabilidade do cenário de três vagas para o PL, três para a Federação Brasil e duas para a União Progressista, a simulação mostra que a oitava cadeira está longe de estar definida.

Aplicando o método das maiores médias utilizado pela Justiça Eleitoral, depois da distribuição das primeiras cadeiras, a média calculada para a União Progressista fica em aproximadamente 10,46, contra 10,41 do PL.

A diferença é de apenas 0,05 ponto.

Isso significa que uma pequena alteração na distribuição dos votos poderia mudar o resultado de:

3 PL + 3 Federação Brasil + 2 União Progressista

para:

4 PL + 3 Federação Brasil + 1 União Progressista.

Nesse cenário alternativo, o PL ganharia uma quarta cadeira. Pelo agregado atual, General Girão seria o candidato mais bem colocado para ocupá-la.

A União Progressista, por sua vez, perderia a segunda vaga, deixando apenas Benes Leocádio eleito pela federação.

Sistema proporcional permite candidatos com mais votos ficarem de fora

A projeção também demonstra uma característica importante da eleição para deputado federal: não basta estar entre os oito candidatos individualmente mais votados do Estado.

As cadeiras são inicialmente distribuídas entre partidos e federações a partir do quociente eleitoral e, posteriormente, pelas regras das sobras e maiores médias. Só depois se verifica quais candidatos mais votados de cada nominata ocuparão as vagas conquistadas.

Por isso, um candidato pode ter votação superior à de outro concorrente e mesmo assim ficar de fora, caso sua legenda conquiste menos cadeiras.

O Rio Grande do Norte possui oito vagas para deputado federal.

Cenário ainda é uma fotografia, não previsão definitiva

O agregado das sete pesquisas oferece uma fotografia mais consistente do que a análise isolada de um levantamento, mas não deve ser interpretado como previsão definitiva do resultado das urnas.

As pesquisas para deputado federal são espontâneas e ainda registram percentuais elevados de eleitores sem candidato definido. Além disso, diferenças pequenas entre candidatos e nominatas estão muito abaixo das margens de erro dos levantamentos individualmente considerados.

Ainda assim, há uma tendência que resiste à inclusão de novos institutos: PL, Federação Brasil e União Progressista concentram a disputa pelas oito vagas, com o cenário 3–3–2 aparecendo como a configuração central do agregado.

A maior incógnita, neste momento, está justamente na última cadeira. União Progressista e PL aparecem separados por uma diferença mínima, deixando aberta a possibilidade de o resultado migrar de 3–3–2 para 4–3–1 ao longo da campanha.

Confira os registros das pesquisas

#Instituto / contratantePeríodo de campoEntrevistasRegistro TRE-RNRegistro nacional/TSE
1Metadata / Grupo Dial6 a 8/081.536RN-03682/2026BR-05736/2026
2Seta / Blog do Barreto7 a 9/081.500RN-07032/2026BR-07701/2026
3Consult / Tribuna do Norte8 a 10/081.700RN-08509/2026BR-09418/2026
4DataVero / Diário do RN10 a 12/081.500RN-06313/2026BR-05337/2026
5ITEM / Rádio Difusora10 a 14/081.250RN-00166/2026BR-08695/2026
6Perfil / Blog do BG13 a 16/081.600RN-00522/2026BR-06188/2026
7Mensury / Blog do Barreto15 a 18/081.500RN-00968/2026BR

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