
A campanha para o Senado começa a entrar numa fase em que discurso, apoio e pesquisa dividem espaço com outro componente decisivo: estrutura financeira. E os primeiros repasses partidários já mostram uma diferença considerável entre os candidatos.
Styvenson Valentim aparece com R$ 3,811 milhões recebidos do Podemos, enquanto Rafael Motta já dispõe de R$ 3 milhões repassados pelo PDT. Samanda de Lula também começou abastecida pelo PT, com R$ 1,974 milhão. Já Coronel Hélio, Zenaide Maia e Tércio Tinoco, conforme os dados apresentados, ainda aguardam recursos de suas legendas.
Na prática, Styvenson e Rafael largam com uma vantagem importante. Com dinheiro disponível desde já, podem ampliar publicidade, contratar equipes, percorrer o Estado e organizar uma estrutura de campanha sem ficar esperando que as promessas partidárias se transformem em repasses.
Rafael Motta, principalmente, chama atenção. Apesar da imagem de candidato que enfrenta uma disputa difícil e por vezes parecer o “coitadinho” da corrida pelo Senado, financeiramente a história é outra. Com R$ 3 milhões já disponíveis, está entre os mais bem abastecidos da campanha.
Styvenson, por sua vez, recebeu praticamente o teto informado para a disputa, numa demonstração do espaço que possui dentro do Podemos.
Quando o dinheiro começa a falar, o retrato muda: Styvenson e Rafael Motta estão montados na grana.
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