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O governo do presidente Lula (PT) colocou em marcha um pacote de crédito que soma cerca de R$ 145 bilhões em recursos autorizados para 2026.
As medidas incluem financiamentos para motoristas de aplicativo, taxistas, caminhoneiros, programas habitacionais, agricultores e ações de renegociação de dívidas.
De acordo com os ministérios da Fazenda e do Planejamento, a maior parte dos recursos não deve gerar custo direto para a União, já que os financiamentos serão pagos pelos beneficiários e os valores retornarão aos cofres públicos.
A expectativa do governo é estimular a economia, incentivar a geração de empregos e ampliar a renda.
Economistas, por outro lado, avaliam que a expansão do crédito pode aumentar a pressão sobre a dívida pública e dificultar o controle da inflação pelo Banco Central ao estimular o consumo.
Entre as principais medidas estão R$ 30 bilhões para financiar a compra de veículos por motoristas de aplicativo e taxistas, além de R$ 9 bilhões destinados à renegociação de dívidas de produtores rurais e a novas linhas de apoio para empresas afetadas pelas mudanças nas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Parte dos recursos virá do Orçamento da União e de fundos públicos, como o Fundo Social.
O uso dessas fontes de financiamento é alvo de questionamentos de órgãos de controle, que defendem maior transparência sobre os impactos fiscais das medidas. As informações são do Estadão.
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