
Os partidos União Brasil e Progressistas (PP) marcaram para a primeira quinzena de julho uma reunião que deve selar a entrega dos cargos de segundo e terceiro escalão ocupados no governo Lula. A decisão, defendida hoje pela maioria das lideranças das duas siglas, será o primeiro passo para o desembarque total da base governista, previsto para ser concluído até dezembro.
Embora os ministros indicados pelos dois partidos devam permanecer nos cargos até o fim do ano por conta da visibilidade institucional, o rompimento político já começa a produzir efeitos nas bases. No Rio Grande do Norte, os maiores prejudicados serão os líderes estaduais das legendas: José Agripino Maia (União Brasil) e João Maia (PP).
Com a saída da estrutura federal, os dois parlamentares devem perder espaço, influência e acesso a recursos, o que pode comprometer seu desempenho e articulação nas eleições de 2026. Em Brasília, as siglas ainda tentam manter as aparências, mas nos bastidores o clima é de afastamento definitivo.
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