Após a apresentação do relatório sobre o acidente de avião que matou o
ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, o advogado da família
divulgou nota em que defende uma “aprofundada análise” do documento e
lamenta o fato de a Aeronáutica não ter usado um simulador de voo para
auxiliar nas investigações da tragédia.
O relatório foi divulgado na terça-feira (19) pelo Centro de
Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), em Brasília
(DF).
“A família sente a necessidade de uma aprofundada análise do
relatório do Cenipa. Mas, de pronto, lamenta que não tenha sido feito o
teste com o simulador de voo”, diz a nota. Para a família de Campos, que
era candidato à Presidência da República, o uso de um simulador de voo
nas mesmas condições do dia do acidente seria importante para auxiliar a
investigação.
De acordo com tenente-coronel Raul de Souza, da equipe de
investigação do Cenipa, foram feitas tentativas junto à empresa
fabricante do avião para realizar a simulação, mas não houve resposta.
“Poderíamos ter acrescentado ou afastado algumas hipóteses [para o
acidente]”, reconheceu o oficial.
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