Nem
o ministro Garibaldi Alves Filho (PMDB) quer, nem a vice-prefeita de
Natal (PSB) Wilma de Faria deseja, mas pela experiência de ambos só um
dos dois pode salvar o Rio Grande do Norte da crise econômica-financeira
em que se encontra. Ambos já governaram o estado por duas vezes,
totalizando para cada um oito anos de mandato como governador e têm
quadros em seus partidos que podem dar sustentabilidade a um governo.
A sucessão da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) que alcança mais de
70% de rejeição, segundo pesquisas realizadas está cercada de mistério.
Único candidato até agora que se lançou foi o vice-governador Robinson
Faria (PSD), que há oito anos trabalha sua candidatura. Rosalba, esta,
pelas dificuldades que vem encontrando para sanar os problemas do estado
dificilmente sairá candidata a reeleição. Se candidatar-se corre o riso
de uma derrota acachopante. Não creio que a governadora vá correr esse
risco. Nem eu nem a maioria dos eleitores potiguares. Parcial de enquete
realizada pelo blogdobarbosa cuja pergunta é “Você acha que a
governadora Rosalba Ciarlini será candidata a reeleição?“ dá conta de
que 81% das pessoas não acreditam nessa possibilidade.
Sobre uma eventual candidatura do deputado estadual Walter Alves
(PMDB), filho do ministro Garibaldi, como se tem especulado nos últimos
dias, acho pouco provável. Não acredito que Garibaldi vá dar aval. Gari
sabe que uma candidatura de Waltinho agora para governador é um risco
muito grande, sob todos os aspectos. O risco de perder e o risco de, em
ganhando, sem experiência ainda no Executivo, ter que administrar um
estado quebrado e se queimar politicamente. Acho que Waltinho será
preparado para num futuro, aí sim, ser o candidato do PMDB a governador.
Talvez fazendo até a trajetória do pai, que primeiro foi deputado
estadual, depois prefeito de Natal e aí governador. O que estou dizendo é
corroborado por amigos da cozinha do PMDB papa-jerimum.
Fato é que hoje os dois nomes que podem salvar o Rio Grande do Norte
de uma bancarrota são Garibaldi Alves e Wilma de Faria. Um terá que
ceder. Menos mal. Não acredito que os dois disputem o mesmo espaço.
Wilma, aliás, tem dito que se Garibaldi for candidato ela não concorrerá
ao governo. Garibaldi, por sua vez, sofre apelos de peemedebistas para
repensar a sua posição de não querer concorrer novamente ao governo do
estado.
Garibaldi e Wilma conhecem o Rio Grande do Norte na palma da mão.
Sabem como enfrentar os problemas e têm pessoas qualificadas para compor
o secretariado. Se tiveram desgosto em algum momento em seus governos,
isso já foi superado. Os tempos são de novos desafios. E como costumam
dizer os políticos, “se o povo quer irei para o sacrifício”. Pois pelo o
que dizem as ruas, o povo quer Garibaldi ou Wilma no governo. A
conferir!
Coluna do Barbosa
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