Estudantes comemoram o Programa Nacional de Bolsa Permanência, anunciado
ontem (9) pelo Ministério da Educação (MEC). Para os movimentos
estudantis, a bolsa é uma conquista, uma reivindicação de anos por parte
dos estudantes. Estudantes indígenas, no entanto, veem o benefício com
ressalva. Segundo eles, será preciso um controle mais rígido para que as
bolsas sejam destinadas a quem realmente vem de comunidades
tradicionais.
"Atualmente, alunos de baixa renda são incorporados, mas não há
condições suficientes para que permaneçam estudando. O governo não dá
uma política a altura e temos uma evasão óbvia", contextualiza o
presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu. Ele
considera o programa um avanço, mas diz que ainda pode melhorar em
alguns aspectos. "Serão beneficiados aqueles matriculados em cursos
com uma carga horária média de cinco horas diárias. Esse benefício
deveria ser estendido a todos os estudantes de baixa renda independente
do curso". Ele adianta que as bolsas precisarão de reajustes periódicos.CLIQUE AQUI e veja mais detalhes sobre o projeto.
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